quarta-feira, 26 de abril de 2017

Conheça as principais plantas nativas do Brasil

Conheça as principais plantas nativas do Brasil

Entre as espécies mais importantes para os biomas nacionais estão o Ipê Amarelo, o Mandacaru e o Cajueiro. Veja a lista completa

27 de fevereiro de 2014
publicado por
Redação
O Brasil é o país mais rico em flora do mundo. A variedade do clima e relevo proporciona uma biodiversidade singular com mais de 56 mil diferentes espécies de plantas nativas, segundo informações do Instituto Brasileiro de Florestas, constituindo um importante patrimônio nacional.
Duas das mais conhecidas espécies nativas são o Pau Brasil e o Guaraná. A primeira é conhecida desde os tempos da colonização, além de ser uma das espécies mais ameaçadas de extinção. Já a segunda, proveniente da Amazônia, existe em abundância, pois foi introduzida em diversas regiões do país, tornando-se fonte de renda para milhares de famílias produtoras.
Tanto para fins medicinais, quanto cosméticos ou simplesmente para a ornamentação, as plantas do Brasil são utilizadas no mundo todo.
Com tantas espécies é difícil definir quais as mais importantes, mas é possível listar quais as plantas nativas brasileiras predominantes em cada tipo de vegetação e as mais necessárias para a manutenção dos biomas. Veja a lista completa:

Amazônia

É o maior bioma brasileiro, com mais de 30 mil espécies de plantas. Entre as principais plantas que compõem suas florestas estão: Monjoleiro; Maricá; Paricá Branco; Paricarana de Espinho; Feijão Bravo; Urtiga; Malva branca; Jetirana e Carrapicho de bode.
Urtiga
Urtiga. Foto: tuasaude

Caatinga

Ocupa 11% de todo o território nacional. O índice de desmatamento deste bioma alcança 46% da área ocupada. Entre as espécies mais conhecidas podemos citar: Baraúna; Carnaubeira; Juazeiro; Mangabeira; Umbuzeiro e Mandacaru.
Mandacaru
Mandacaru. Foto: irpaa

Cerrado

Neste tipo de vegetação são catalogadas mais de 11 mil diferentes plantas nativas do Brasil, formando o segundo maior bioma nacional. As mais conhecidas são: Cajueiro do Campo; Aroeira brava; Aroeira do cerrado; Mangabeira; Erva-mate; Jerivá; Palmeira jerivá; Coco gerivá; Baba de boi; Jaruvá; Ipê verde, Ipê amarelo craibeira, Ipê amarelo do cerrado, Ipê rosa e roxo; Caroba e Caroba da flor verde.
Ipê roxo
Ipê roxo. Foto: ufmg

Mata Atlântica

É um conjunto de formações florestais e de ecossistemas, além de ser o bioma nacional mais devastado. Com o desmatamento, sobraram apenas 22% de mata original e apenas 7% da área é realmente bem conservada. Ainda assim, esse bioma abriga mais de 20 mil de plantas do Brasil. Entre as mais encontradas: Araçá Branco; Cambuca; Batinga; Carambola da mata; Guapuriti e Pitanga anã do cerrado.
Pitanga anã do cerrado
Pitanga anã do cerrado. Foto: licoresesaboresemais

Pantanal

Apesar de ser o menor bioma em extensão, o Pantanal é uma das maiores áreas úmidas contínuas do mundo. De sua cobertura vegetal nativa, 86% estão preservadas. São exemplos de espécies nativas de maior incidência no bioma do Pantanal: Bocaiuva; Carvoeiro; Timbó; Cambará; Jequitirana e Cumbaru.
Bocaiuva
Bocaiuva. Foto: prosaepolitica

Pampa

Formado pelas serras, planícies, morros e coxilhas do Rio Grande do Sul, o pampa é uma área de campos temperados que abriga mais de três mil espécies de plantas. Mas apenas 36% da vegetação nativa está preservada. Suas principais espécies são: Quebra panela; Cajueiro; Vassourinha de Botão; Nhandavaí; Algarrobo e Mussambê.
Mussambê
Mussambê. Foto: glogster



Fonte:http://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/conheca-principais-plantas-nativas-brasil/

domingo, 27 de dezembro de 2015

O discreto centenário de Ruschi

27/12/2015às 11:53
Texto: Rogério Medeiros e Henrique Alves
Fotos: Rogério Medeiros
 
O ano do centenário de Augusto Ruschi salvou-se pelas comemorações feitas com a simplicidade de uma cidade do interior como Santa Teresa, o município da região Serrana do Estado onde o cientista nasceu, em 12 de dezembro de 1915. Reconhecido pelo mundo, especialmente a Europa, o maior naturalista do século XX, recebeu do cronista cachoeirense Rubem Braga a profecia: este assegurou que Ruschi seria o único capixaba lembrado pelo mundo a partir da metade do século XXI.
 
Essa afirmação, que poderia ser eternizada pelo que ele representou na crônica nacional, sobretudo no século XX, caberia em verdade também ao velho Braga. Mas o cronista sempre rejeitou isso. 
 


No Espírito Santo, assistiu nesse período, o período áureo de Ruschi, suas denúncias da questão do pó preto, do desmatamento do Aracruz Celulose (hoje Fíbria) - ele falava pelos anos 60 do século passado, que a Aracruz ia representar um deserto verde para o Espírito Santo, ao trocar árvores nativas por uma espécie exótica, oriunda das regiões frias do planeta. 
 
Disse com todas as letras que as usinas que estavam sendo instaladas no Porto de Tubarão iriam produzir uma poluição que atingiria toda a Grande Vitória. Nesse ponto, foi atacado principalmente pelo jornal A Gazeta, para quem ele não tinha condições científicas para fazer e sustentar tais afirmações. 
 
Foi malhado no Espírito Santo. Mas a realidade, cinza e ululante realidade, está aí: o pó preto, o vento nordeste conduzindo-o para adoecer nossos pulmões, tal e qual Ruschi mais que predizia: alertava. 
 
Foi malhado também porque disse que iríamos respirar dióxido de carbono - estamos respirando até hoje. Nesse período, em que Ruschi previa essas excrescências todas, o mundo acadêmico silenciou. Quem não silenciou, abraçou a causa daqueles que caluniavam e atingiam o conhecimento do homem das matas capixabas. 
 
Esse Ruschi, autor de todas as reservas que sobreviveram no Espírito Santo, correndo atrás dos governos, dividindo os vários ecossistemas da Mata Atlântica, é dele a ideia de preservar a Estação Biológica de Santa Lúcia, que há mais de 50 anos está à disposição das ciências. É considerada a maior coleção de orquídeas e bromélias que se conhece no mundo. Só ali Ruschi realizou mais de 400 trabalhos científicos.
 
A questão primordial na vida de Augusto Ruschi é que ele abdicou dos livros - em termos. Frequentava, antes, as florestas - o que lhe rendeu mais de 300 malárias, fato que logicamente teve influência deletéria em sua vida. Ele mesmo reconhecia que a floresta foi feita para os animais e não para os seres humanos. Mas ele tinha feito sua irrevogável escolha. Passou praticamente 45 de seus 76 anos embrenhado nas matas.
 
Aí entrava o contraste dele com a academia. A cultura eminentemente livresca das universidades não constrangia Ruschi a apontar equívocos constantes nos trabalhos acadêmicos. O mestre lia o livro e depois pesquisava; Ruschi fazia o contrário. Havia uma temeridade da ciência pelas descobertas dele. Como aconteceram: Ruschi questionou verdades com a vida e experiência adquirida na floresta. 


Ruschi também foi um estudioso que tinha uma vida tão voltada para a floresta, principalmente para a Mata Atlântica, que em muitos de seus estudos incluiu os índios, principalmente os Tupinikim, valendo-se de suas tradições e conhecimentos para reunir e verificar informação. Trocava informações com eles. Ruschi é do tempo em que Leopoldino era o grande cacique da nação tupiniquim. 
 
Chegou-se a acusar, e muito, Ruschi, quando ele ia aos índios para pedir que flechassem alguns animais, de que ele estava mandando matar os bichos da floresta. Mas o mundo animal, quando não em período de reprodução, pode ser usado para servir à ciência e alimentar os índios. Ruschi ensinou: o que acaba com os animais é devastar seu habitat, justamente o que fez a implantação dos plantios de eucalipto no Espírito Santo.
 
Nós de Século Diário estamos com Rubem Braga: apenas Ruschi será eternizado. Quem mais poderia? Não achamos outro vulto capixaba em condições de ser lembrado eternamente.
 
Essa espécie de balanço do centenário de Augusto Ruschi nos revela que, apesar de ser considerado o Patrono da Ecologia do Brasil, e, lá fora, o maior naturalista que o mundo produziu, a efeméride obrigou aqueles que o combateram, aquela figura a que a imprensa capixaba sempre impingiu a caricatura de mero curioso científico, resultou em uma celebração a portas fechadas, como fez o governador Paulo Hartung, que realizou uma solenidade discreta no Palácio Anchieta.
 
Hartung é a face contemporânea das figuras que Ruschi tanto combateu em vida; um Arthur Gerhardt com os perfumes do século XXI. A mesma imprensa capixaba, notadamente A Gazeta, que açoitou Ruschi em suas páginas, celebra ambos como mártires do Espírito Santo. Redentores de um povo dos grilhões do atraso. Semideuses.
 
O governador tem uma relação estreita, para não dizer pecaminosa, com os grandes poluidores do Espírito Santo. Aracruz Celulose, Vale, ArcelorMittal. Empresas que financiaram suas campanhas. Não faria sentido que ele patrocinasse uma festa aparatosa para quem não revela uma mínima afinidade.
 
A Assembleia Legislativa fez um papelão. Com autoria do deputado Padre Honório (PT), a Casa promoveu sessão solene em homenagem ao “Centenário do Patrono da Ecologia no Brasil”. Reuniu pessoas que também não têm nenhuma relação com a questão ambiental, que jamais abriram a voz para esse desastre ecológico que é o Espírito Santo. Homenagem espalhafatosa, mas irrelevante, bem ao sabor dos deputados estaduais.
 
Por fim, o inusitado: a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que tanto o combateu por anos e anos, demorou 50 anos para dar um título de Doutor Honoris Causa a AugustoRuschi.

 
O exemplo de Ruschi no Espírito Santo é edificante. Dá uma ideia do que são a imprensa local e as elites capixabas, que não viveriam esses os cinquenta anos, uns sem a publicidade das poluidoras, outras sem os financiamentos delas.
 
Ruschi foi tão especial que, quando apareceram os índios querendo cuidar do envenenamento pelo sapo da espécie dendrobata, recebeu aquilo com entusiasmo, expressando que a medicina dos índios era a que ele queria naquela altura da vida. Uma medicina produzida dentro das florestas, que tinha tudo a ver com a vida que tinha levado. Ainda com essas atitudes dele, que chocavam-se com a visão das elites, que são por natureza predadores, ele recusou ser enterrado junto com elas nos cemitérios. 
 
Exigiu que amigos e companheiros o enterrassem na floresta, onde se encontra até hoje: queria também encerrar a vida dele na convivência com os bichos e matas, principalmente os beija-flores, tendo sido enterrado na Estação Biológica de Santa Lúcia, em Santa Teresa, onde seria velado constantemente, segundo as próprias palavras, pelos beija-flores.  
 
Como de praxe, costume e hábito, o Espírito Santo desempenhou irreparavelmente seu papel histórico de ignorar aqueles que de alguma forma desnudam a pequenez de suas elites. Mas e o Ruschi com isso? Sem problemas. Está festejando seu centenário como queria: perto dos beija-flores e longe das nossas elites.
Fonte:http://seculodiario.com.br/26563/10/o-discreto-centenario-de-ruschi

domingo, 22 de novembro de 2015

Agricultores investem em planta nativa com propriedades terapêuticas

Própolis verde é usada no Japão como auxiliar no tratamento do câncer.
Ela mudou a história de uma planta, que antes era vista como invasora.

Ivaci MatiasRibeirão Preto, SP





As pastagens, agora é planta de cultivo.
O Globo Rural mostrou o começo dessa história há 11 anos, quando os cientistas descobriram que a própolis verde, produzida a partir da vassourinha, tinha qualidades medicinais extraordinárias. Agora, o repórter Ivaci Matias voltou ao cerrado mineiro para mostrar como essa própolis está mudando a vida dos criadores de abelhas da região.
Uma colmeia bem formada pode abrigar mais de 60 mil abelhas. Durante o dia, elas entram e saem sem parar, trabalhando na coleta de néctar e pólen para fabricar seus alimentos, mas algumas operárias são destacadas para extrair resinas medicinais produzidas pelas plantas. Com a resina, elas fabricam a própolis, uma massa de cor escura, que serve para matar os fungos e bactérias da colmeia.
Quando capturam algum inseto invasor, as abelhas cobrem o cadáver com própolis para mumificá-lo e assim evitar o apodrecimento e a contaminação do ambiente delas.

Desde a antiguidade, o homem aprendeu a manipular esses recursos criados pelas abelhas. Nas múmias do Egito foram encontrados resíduos de própolis usados para conservar os cadáveres. Os sacerdotes da época produziam remédios a base de própolis para combater doenças provocadas por fungos e bactérias.

A descoberta da própolis verde está ampliando os usos desse recurso criado pelas abelhas. Esse tipo de própolis é feito a partir da resina de uma planta nativa do cerrado brasileiro: a vassourinha-do-campo, cujo nome científico é bacárisbaccharis dracunculifolia. O arbusto também é conhecido pelo nome de alecrim-do-campo e era considerado um invasor de pastagem.
As abelhas mergulham de cabeça nos brotinhos novos da vassourinha para alcançar as glândulas internas da planta. Em uma imagem ampliada pelo microscópio é possível ver os vasos internos da planta onde ela deposita substâncias com atividades antimicrobianas muito potentes e que podem ajudar o homem na cura e prevenção de muitas doenças.
Os poderes medicinais da vassourinha-do-campo e da própolis verde estão sendo estudados em um laboratório da faculdade de Farmácia de Ribeirão Preto, da USP, em São Paulo. A equipe de pesquisadores é liderada pelo doutor Jairo Bastos.
No Brasil já existem alguns produtos feitos a base da própolis verde, um deles é um extrato encontrado nas lojas de produtos naturais. Ele contém uma parcela muito pequena de artepelim C e não é considerado medicamento, mas sim um suplemento alimentar. É usado, nas doses indicadas, para fortalecer o organismo durante gripes, resfriados, bronquites e outras doenças infecciosas, mas as pesquisas para produção de remédios a base de artepelim C puro, já estão avançadas. No Japão, que é o maior importador de própolis verde do Brasil, a substância pura já foi isolada e é usada no tratamento de vários tipos de câncer, mas o alto custo ainda é proibitivo: um grama de artepelim C puro custa o equivalente a R$ 50 mil.
O Brasil produz 100 toneladas de própolis verde por ano, 80% vem de Minas Gerais. O município de Bambuí, na região do Médio São Francisco, concentra o maior número de produtores.
Em toda essa região, a vassourinha-do-campo surge espontaneamente no meio do cerrado. Ela ganhou este nome porque é usada como vassoura para limpar os quintais e também para varrer as cinzas dos fornos de barro, transferindo aos biscoitos de polvilho um aroma muito agradável.
Hoje é matéria prima principal para a produção da própolis verde e está mudando a vida dos apicultores da região.
Só uma empresa do município de Bambuí recebe própolis verde de mais de 500 produtores da região. O produto passa por uma limpeza e é classificado e embalado in natura. Eles também produzem extrato de própolis vendido a granel ou em frascos.

Os irmãos Odacir e Edeir Ferreira manejam 150 caixas. Cada uma produz uma média de 3 quilos de própolis por ano. A própolis verde é vendida a R$ 140 o quilo, enquanto a comum vale R$ 70.
No ano passado, eles tiveram uma renda líquida de R$ 40 mil com a venda da própolis verde, mas estão aumentando a quantidade de caixas e esperam dobrar de produção dentro de uns dois anos.
Assista ao vídeo com a reportagem completa e veja como funciona o manejo de um apiário e o trabalho de técnicos da Unicamp para preservar as abelhas e também a vassourinha-do-campo.
Fonte:http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2015/07/agricultores-investem-em-planta-nativa-com-propriedades-terapeuticas.html

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Agricultores investem em planta nativa com propriedades terapêuticas

Própolis verde é usada no Japão como auxiliar no tratamento do câncer. Ela mudou a história de uma planta, que antes era vista como invasora

A própolis verde, usada no Japão como auxiliar no tratamento de pessoas com câncer, mudou a história da vassourinha-do-campo, uma planta nativa do cerrado mineiro. Antes tratada como invasora de pastagens, agora é planta de cultivo.
O Globo Rural mostrou o começo dessa história há 11 anos, quando os cientistas descobriram que a própolis verde, produzida a partir da vassourinha, tinha qualidades medicinais extraordinárias. Agora, o repórter Ivaci Matias voltou ao cerrado mineiro para mostrar como essa própolis está mudando a vida dos criadores de abelhas da região.
Uma colmeia bem formada pode abrigar mais de 60 mil abelhas. Durante o dia, elas entram e saem sem parar, trabalhando na coleta de néctar e pólen para fabricar seus alimentos, mas algumas operárias são destacadas para extrair resinas medicinais produzidas pelas plantas. Com a resina, elas fabricam a própolis, uma massa de cor escura, que serve para matar os fungos e bactérias da colmeia.
Quando capturam algum inseto invasor, as abelhas cobrem o cadáver com própolis para mumificá-lo e assim evitar o apodrecimento e a contaminação do ambiente delas.

Desde a antiguidade, o homem aprendeu a manipular esses recursos criados pelas abelhas. Nas múmias do Egito foram encontrados resíduos de própolis usados para conservar os cadáveres. Os sacerdotes da época produziam remédios a base de própolis para combater doenças provocadas por fungos e bactérias.

A descoberta da própolis verde está ampliando os usos desse recurso criado pelas abelhas. Esse tipo de própolis é feito a partir da resina de uma planta nativa do cerrado brasileiro: a vassourinha-do-campo, cujo nome científico é bacárisbaccharis dracunculifolia. O arbusto também é conhecido pelo nome de alecrim-do-campo e era considerado um invasor de pastagem.
As abelhas mergulham de cabeça nos brotinhos novos da vassourinha para alcançar as glândulas internas da planta. Em uma imagem ampliada pelo microscópio é possível ver os vasos internos da planta onde ela deposita substâncias com atividades antimicrobianas muito potentes e que podem ajudar o homem na cura e prevenção de muitas doenças.
Os poderes medicinais da vassourinha-do-campo e da própolis verde estão sendo estudados em um laboratório da faculdade de Farmácia de Ribeirão Preto, da USP, em São Paulo. A equipe de pesquisadores é liderada pelo doutor Jairo Bastos.
No Brasil já existem alguns produtos feitos a base da própolis verde, um deles é um extrato encontrado nas lojas de produtos naturais. Ele contém uma parcela muito pequena de artepelim C e não é considerado medicamento, mas sim um suplemento alimentar. É usado, nas doses indicadas, para fortalecer o organismo durante gripes, resfriados, bronquites e outras doenças infecciosas, mas as pesquisas para produção de remédios a base de artepelim C puro, já estão avançadas. No Japão, que é o maior importador de própolis verde do Brasil, a substância pura já foi isolada e é usada no tratamento de vários tipos de câncer, mas o alto custo ainda é proibitivo: um grama de artepelim C puro custa o equivalente a R$ 50 mil.
O Brasil produz 100 toneladas de própolis verde por ano, 80% vem de Minas Gerais. O município de Bambuí, na região do Médio São Francisco, concentra o maior número de produtores.
Em toda essa região, a vassourinha-do-campo surge espontaneamente no meio do cerrado. Ela ganhou este nome porque é usada como vassoura para limpar os quintais e também para varrer as cinzas dos fornos de barro, transferindo aos biscoitos de polvilho um aroma muito agradável.
Hoje é matéria prima principal para a produção da própolis verde e está mudando a vida dos apicultores da região.
Só uma empresa do município de Bambuí recebe própolis verde de mais de 500 produtores da região. O produto passa por uma limpeza e é classificado e embalado in natura. Eles também produzem extrato de própolis vendido a granel ou em frascos.

Os irmãos Odacir e Edeir Ferreira manejam 150 caixas. Cada uma produz uma média de 3 quilos de própolis por ano. A própolis verde é vendida a R$ 140 o quilo, enquanto a comum vale R$ 70.
No ano passado, eles tiveram uma renda líquida de R$ 40 mil com a venda da própolis verde, mas estão aumentando a quantidade de caixas e esperam dobrar de produção dentro de uns dois anos.
Assista ao vídeo com a reportagem completa e veja como funciona o manejo de um apiário e o trabalho de técnicos da Unicamp para preservar as abelhas e também a vassourinha-do-campo.

http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2015/07/agricultores-investem-em-planta-nativa-com-propriedades-terapeuticas.html

terça-feira, 1 de setembro de 2015

ONG Capivari Monos mantém um viveiro de mudas nativas em Parelheiros, região na zona rural de São Paulo

A Organização Não Governamental (ONG) Capivari Monos faz campanha de captação de recursos para compras de kits de árvores nativas e frutíferas da Mata Atlântica que são cultivados em seu viveiro em Parelheiros, região na zona rural de São Paulo, na intensão de incentivar a preservação de recursos hídricos por meio da mata ciliar - que fica às margens de rios, lagos ou nascentes.
“A mata ciliar tem a função de proteger o ciclo de água, pois permite a passagem controlada de água da chuva que abastece os rios, armazena água em suas raízes e no lençol freático, e evita que o solo fique degradado e erodido”, explica Claudia Prudente, responsável pela ONG.
Desde 2007 Claudia trabalha para o reflorestamento de áreas devastadas. A ONG mantém um viveiro de mudas nativas em Parelheiros, região na zona rural de São Paulo, para restaurar áreas em degradação e, há dois anos, investe em trabalho voluntário em conjunto com a Fundação Telefônica.







Grupo da ONG no Dia dos Voluntários Telefônica de 2014
Grupo da ONG no Dia dos Voluntários Telefônica de 2014
Foto: Divulgação
A parceria de ONGs no Dia dos Voluntários Telefônica mobilizou mais de 4 mil funcionários do grupo em 38 municípios brasileiros em 2014. Este ano, para mostrar a importância da conservação ambiental, serão plantadas mil mudas que terão o seu desenvolvimento monitorado.
O plantio das árvores nativas e frutíferas da Mata Atlântica será em área de vegetação escassa no Parque Thomaz Mazzoni, que fica no bairro de Vila Maria, na cidade de São Paulo.
Captação de Recursos
A ONG Capivai Monos está captando recursos para a compra do kit mudas por meio de uma campanha de crowdfunding (financiamento coletivo) na plataforma Kickante . É possível contribuir com valores de R$ 15 a R$ 300. A estimativa de arrecadação com o projeto de volutanriado para este ano gira em torno de R$ 16 mil.
Sobre a ONG Capivari Monos
A sede da ONG fica em uma área rural de São Paulo, onde é mantido um viveiro florestal.
"Temos trabalhos de plantio que envolve a população do entorno para a geração de renda, realizamos um amplo trabalho de educação e conscientização ambiental, sem falar no trabalho voluntário que expande as nossas ações”, diz Claudia.Veja fotos da ONG no dia dos Voluntários Telefônica


Fonte:http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/ong-aposta-em-plantio-de-arvores-para-amenizar-crise-hidrica,9ddd4b3c5080276bc70cb21c3025c16a1l9nRCRD.html

domingo, 30 de agosto de 2015

Plantas Exóticas e Plantas Nativas

Existem dois tipos de cultivos: o de plantas exóticas e o de plantas nativas brasileiras.
Existem dois tipos de cultivos: o de plantas exóticas e o de plantas nativas brasileiras.
Existem dois tipos de cultivos: o de plantas exóticas e o de plantas nativas brasileiras. 

Atualmente as exóticas são as mais cultivadas, pois são plantas consideradas “domesticadas”, ou seja, após passarem por uma série de alterações genéticas, realizadas por órgãos de pesquisa, possibilitam o favorecimento do cultivo e consequentemente oferecerem um maior número de plantas para pesquisa.

Por isto que, ao iniciarmos o cultivo de plantas medicinais, recomenda-se pensar primeiro nas exóticas, cujas sementes são de fácil acesso.

Mesmo algumas plantas já domesticadas, apresentam algumas dificuldades na hora do cultivo, como a pouca resistência ao calor e a umidade. Outros problemas consistem na umidade e no foto período, ou seja, quantidade de luz que se tem no dia. Na Europa o Foto período é de 16 horas, no Brasil são de 13 Horas.
FONTE:https://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/61609/plantas-exoticas-e-plantas-nativas